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CIRCULAR 002/2023 - PISO ENFERMAGEM

  • SITESSCH - Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e Região Oeste e Extremo Oeste de Santa Catarina -
Postado em 18 de Dezembro de 2014 às 08h43

PISO ESTADUAL DE SALÁRIO

Reajuste do Piso Salarial Estadual fica para 2015

SITESSCH - Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e Região Oeste e Extremo Oeste de Santa Catarina Reajuste do Piso Salarial Estadual fica para 2015    Ficou para o ano que vem o fechamento do...

   Ficou para o ano que vem o fechamento do acordo sobre o reajuste do Piso Salarial Estadual. Na segunda rodada de negociação, realizada dia 16, na Fiesc, a Comissão de Trabalhadores rejeitou, pela segunda vez, a proposta da patronal, que ofereceu apenas 7% de reajuste diante de uma inflação estimada em 6,21% para este ano. A primeira proposta apresentada pelos trabalhadores foi de um reajuste de 15%. Desta feita foi de 12%. Como não se chegou a um acordo, foi marcada nova rodada de negociação para as 13h30min do dia 8 de janeiro de 2015, novamente na Fiesc. Federações, Centrais e Sindicatos de

   Trabalhadores de Santa Catarina têm representantes na Comissão de Trabalhadores.
O coordenador da Comissão, Ivo Castanheira disse que a intenção é esgotar todas as possibilidades, salientando que o processo é importante porque o reajuste do Piso Estadual atinge milhares de trabalhadores que recebem salários baixos. A média do Piso Salarial pago atualmente está bem abaixo do salário mínimo necessário para a sobrevivência de uma família de quatro pessoas que, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), deveria ser de R$ 2.800,00.
De acordo com o supervisor técnico do Dieese, economista José Álvaro Cardoso, não existe argumento que impeça um aumento real significativo no Piso Estadual, "já que a economia vai bem". Ele cita alguns exemplos positivos para o país, como democracia estável, economia com fundamento sólido, investimento em infraestrutura (99% das obras do PAC estão em dia), margens de lucro atraentes e escala de mercado (50 milhões de pessoas incluídas no consumo), fatores que têm atraído os investidores internacionais. "Está faltando mão de obra, o desemprego em Santa Catarina, por exemplo, é de 3,2%", resume o economista.    

   Apesar dessa realidade, o Brasil tem crescimento desigual, assim como é desigual e cruel a distribuição da riqueza no País. "Pagar mais ao trabalhador resulta em aumento de consumo, mais produção, circulação das riquezas e dos bens e, finalmente, crescimento econômico e social", defende José Álvaro. O Piso Salarial Estadual existe desde 2009.

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