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  • SITESSCH - Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e região -
Postado em 31 de Julho de 2014 às 09h30

Plenária Nacional da CUT

Plenária Nacional da CUT aborda paridade, renovação sindical e combate ao racismo

SITESSCH - Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e região Plenária Nacional da CUT aborda paridade, renovação sindical e combate ao racismo    Os coletivos que compõem a estrutura da CUT...

   Os coletivos que compõem a estrutura da CUT reuniram-se nesta segunda-feira (28), primeiro dia da 14ª Plenária Nacional, para afinar as estratégias de luta em defesa dos pontos que consideram estratégicos. A companheira Tatiane de Castro e dirigente sindical do SITESSCH esteve presente representado o ramo da Saúde.
   Logo no início da manhã, o que deveria ser uma reunião reduzida do coletivo das trabalhadoras, tornou-se um grande encontro com mais de uma centena de cutistas. Exemplo da capacidade de mobilização e de participação. A expectativa é que ao menos 43% das pessoas que participam da Plenária sejam do sexo feminino.
   De acordo com a secretária nacional de Mulheres da CUT, Rosane Silva, o objetivo principal das delegadas neste encontro é potencializar a luta por paridade, aprovada no 11º Congresso da Central, em 2012.
   “O momento é de articular e mostrar ao conjunto de dirigentes que as mulheres têm protagonismo, acúmulo político e programático, e estão preparadas para ocupar os espaços de poder”, afirmou

Calendário de lutas
   O encontro também discutiu as ações de 2015, um ano de intensa mobilização para as trabalhadoras. No mês em que comemoram o Dia Internacional da Mulher, as cutistas também promovem entre os dias 13 e 15 de março um encontro nacional com duas mil militantes para discutir a implementação da paridade nas direções nacional e estaduais da CUT.
   Nos meses seguintes acontecem duas marchas: no dia 13 de maio, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, Violência e pelo Bem Viver, e em agosto, ainda sem data definida, a Marcha das Margaridas.

Perfil da juventude trabalhadora
   Dificuldade em renovar as direções das entidades sindicais e, consequentemente, em ocupar os espaços da CUT e atrair o jovem para participação no movimento sindical. Esta foi a conjuntura exposta pelos dirigentes que participaram da Plenária Nacional da Juventude cutista.
   A CUT considera como parte da juventude trabalhadora todos aqueles e aquelas com idade até 35 anos. Por este recorte, a juventude representa 11% do total de dirigentes da Central, segundo informações de 2014.
   Considerando a Executiva Nacional da CUT, a participação recua ainda mais, para apenas 8%. Sobre os dirigentes das CUTs Estaduais, os jovens representam 11,2%.
   Estes dados constam na 3ª edição da revista da Juventude da CUT cuja temática é “as negociações sindicais no campo e na cidade”. A publicação será lançada na noite desta terça-feira (29). A partir deste cenário, a publicação da Secretaria Nacional de Juventude da CUT propõe cláusulas para a negociação coletiva no tema de juventude, como a aplicação da Convenção 140 da OIT (licença remunerada para estudos) e a determinação de pagamento de salário igual para trabalho igual, independente da idade.

Propostas para ampliar a participação dos jovens
   Na última reunião do Coletivo Nacional de Juventude, realizada no primeiro semestre deste ano, aprovou-se duas emendas encaminhadas pela Secretária de Juventude da CUT à Plenária Nacional.
   As emendas aditivas que propõem mudanças no parágrafo 40 do Estatuto da CUT versam sobre o estabelecimento de um limite para que cada dirigente da CUT Nacional e das Estaduais da CUT possa exercer, no máximo, dois mandatos na mesma Secretaria e a idade máxima de 35 anos no ato da posse para o dirigente que assumir a secretaria de juventude da CUT Nacional e das Estaduais.
   “Ampliamos nossa atuação em espaços externos, como por exemplo, no Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), mas ainda temos dificuldade em estabelecer o debate para dentro da CUT”, analisou Alfredo.
   As emendas foram a voto na tarde de quarta-feira (30).

Fortalecer as ações afirmativas
   Durante reunião do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT da segunda-feira (28), representantes de entidades cutistas de todo o Brasil decidiram focar as ações do movimento no aprofundamento das políticas de combate à discriminação. A decisão é baseada no resultado da pesquisa elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que aponta dificuldade na implementação de políticas de igualdade racial mesmo com a presença de 64,2% de negros e pardos na direção nacional da Central, e 65,8% de negros na direção das Estaduais. A íntegra da avaliação será divulgada nesta terça-feira (29).
   Também ficou aprovado que haverá um recorte racial da Plataforma da Classe Trabalhadora da CUT que será enviada para o Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir), para que sirva de fonte para ações de combate ao racismo.



 

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